A casa que herdei tem vista para a dos avós. É um rés de chão com quintal. A divisão que mais gosto é a casa de banho, sem banheira, apenas poliban, mobiliário sem história e maus acabamentos. Deve ser um gelo no Inverno, mas não conto ficar por cá até ao Verão, os meus impulsos espartanos tendem a ser inconsequentes. Isto perdeu a graça desde Outubro. Pedi que levassem a televisão embora, o que causou algum espanto. Estou agora ligado ao mundo pela rádio, internet e jornais. O Brados e o Ecos não têm interesse mas mesmo assim vou lendo com um ou dois dias de desfasamento - faço notar que os jornais chegam a horas, não vale a pena fingir para efeitos de estilo que Estremoz fica no cu de Judas. O telemóvel é para descontinuar aos poucos, ontem só enviei umas 3 ou 4 mensagens.
Hoje faltou outra vez a água. Não valeu a pena mudar. Mudaram as moscas, mas está tudo na mesma.
domingo, 22 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Crónica do Baco 4
Encontrei o Luís á saída do Isaías. Estava mal? Não. Estava como o costume. Entre as 10 e as 11. Não gosto de gente que não controla a bebida. Mas são subterfúgios, concluo que me faz falta a confusão das relações humanas. Preciso mesmo de um emprego, as pessoas ficam maravilhosamente patéticas em ambiente laboral, sinto falta desse teatro dos dias úteis. Também não diria que não a uma paixão, é preciso destronar a outra, que é crédito mal parado. E preciso de fazer obra. No fundo, sou um homem de acção, o que me deixa prostradíssimo.
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