domingo, 11 de outubro de 2009

Crónica do Baco 3

Sentir-me-ia impuro se usasse a imagem de Tatiana para me satisfazer em casa, sempre gostei de pedir autorização antes de falar das pessoas. Alguns governantes vão continuar hoje nos seus poleiros ou então vão ser subsituidos por outros iguais. Hoje fui votar e disseram-me que estavam lá todos, olhei-os e nem sequer nos cumprimentámos. Foda-se a politica. Tatiana não gosta de caça. Também não gosto de caçar e fazer tiro aos comprimidos já não é o que era porque perdi entretanto a distância certa - se estou perto não falho um, se me afasto um pouco acertar é sempre um puro acaso, como se disparasse com uma venda nos olhos. E se é verdade que adoro pescar, devemos aceitar que a pesca é a ritualização do próprio aborrecimento. Pesca no lago do gadanha? Não porque a água está suja e cheias de lismos. Sobra a leitura, claro. Hoje acabo a Cartuxa e conto daí retirar algum gozo. Tenho debicado noutros livros ao mesmo tempo, já à procura de um para entremear nos clássicos (ou seja, uma preparação para o War and Peace): o L'Erotisme, do Bataille, La Femme Indépendante, da Beauvoir, o Photomaton & Voz, do Herberto Helder, o Painted Bird, do Kozinsky - e como me custa retomar o Painted Bird, com o seu inglês apátrida.