sábado, 16 de janeiro de 2010
Crónica do Baco 11
Ontem de noite chamei a polícia. Deve ter havido mais uma altercação no bairro ao lado do hipermercado. Da janela, consegui avistar uma nuvem de fumo e uma mulher a gritar há vários minutos "chamem a policía", trocando a tónica, quando finalmente resolvi ligar, pois demorei a perceber o que dizia, parecia lamento de cigana. O policial foi muito simpático, agradeceu a chamada, mas como entretanto a mulher deixara de gritar, disse-me apenas para ligar outra vez se voltasse a ouvir um apelo dos cântigos étnicos. Voltei então às minhas leituras, mais descansado. Ou nem tanto. Uma hora depois, o meu quarto foi invadido pela luz intermitente de um carro de polícia ou de uma ambulância. Corri para a janela, olhei na direcção de Portalegre e... nada. Não havia carro. Não havia bairro. Não havia gente, nem barracas. Ou então tinha adormecido e não chegou a passar carro nenhum, a luz fora um produto do meu desconforto. Já é de manhã e ainda não voltei a ver a mulher. Foda-se, será que voltei a beber?
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário