domingo, 31 de janeiro de 2010
Crónica do Baco 13
Falta-nos o pudor de uma cultura protestante para fazer uma força criadora da inibição do public display of affection. Foi com esta frase diplomática que o songamonga terminou o jantar. Os americanos falam insistentemente nisto, ao ponto de terem inventado uma sigla (PDA) Em rigor, PDA refere-se sempre a manifestações físicas de afecto: dar as mãos, beijar, abraçar. Mas até os americanos sabem que o PDA de grau mais elevado é feito com palavras. Isto levanta alguns problemas. Ao contrário de um linguadão em público, acto que só tem uma leitura possível, as palavras são polissémicas e os textos admitem níveis de leitura. No meio desta merda de conversa entre a Tatiana e o songamonga tenho é vontade de que o fim de semna termine rapidamente e eles se marchem para Lisboa e me deixem entregue á minha rua solitária de Estremoz. Dos PDA passaram para os blogs (ainda bem que tenho passado no meio das hordas de blogs estremocenses). Chiça não aguento a confusão dos informáticos estremocenses. Diz-me a Herminia (a minha empregada) que há um gajo local, pouco lavado, fabricante de blogs em série que leva as noites a masturbar-se. Torna-se pois possível discutir um PDA verbal como se o PDA não estivesse lá e é até de bom-tom que assim seja. Ou não.
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