Volta a polémica. Pedi ao moço que fizesse uma pesquisa e me trouxesse textos de apoio à tourada. Os textos contra a tourada não me interessam, porque sei que têm razão. O que me interessa é conciliar o meu gosto pelos toiros com a minha razão. Infelizmente, nem um advogado perdido de amores por gente nova me resolve o problema. Sentei a Tatiana, a Herminia e o Inventor e pedi-lhe que revelassem o diz-se disse de Estremoz. Sucede que, para meu espanto e possível salvação, o Inventor disse logo que não falava e trouxe-me toda a correspondência com o advogado que lhe escreve todas as sextas feiras e no meio do lixo habitual descobri uma revista pornográfica da Gina que é um espectáculo. Diz que não é dele e que o advogado tem mais de mil "Ginas"e algumas ainda têm as páginas coladas do tempo em que se masturbava para cima das gajas nuas.Tatiana fala aos berros e não posso revelar pormenores, mas decidi suspender a escrita do Baco durante uns minutos porque ela fala do coveiro que anda metido em controlador de horários e como não posso com a morte nem entro em cemitérios desde o óbito da santa minha querida mãe.... esqueço a história do coveiro. Como não conheço praticamente ninguém em Estremoz, Herminia esforça-se em me explicar quem são as miudas que dormem fora de casa com homens mal casados e sempre me pareceu que o pior exercício da crítica acontece nos reformados de baixa escolaridade. Os críticos como a Tatiana não chegam sequer á lábia dos advogados frustrados. Ela pura e simplesmente não sabe da vida. É claro que a vida da Tatiana é reduzida porque os emigrantes conhecem pouca gente, tal como eu, mas Herminia parece viver dentro da casa das pessoas mais conhecidas da cidade. Até a redaccção de A Bola deve ter menos histórias rocambolescas.
Aproveitarei também para mudar o último terço, que estava em cima da cama. A visita do Papa excita-me , mas tive que mandar calar a Herminia, quando tirou a camisa e roliça, bamboleia as mamas para exemplificar a história do gajo/governante que consegue ser eremita mesmo quando rodeado de pessoas por todos os lados, coisa que admiramos.
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