A circunstância ocasional de férias em Estremoz é uma utopia a que não me poupo desde que me mudei para a província vai para quatro anos e, não entendo os estremocenses que soltam energias terpidantes só porque se aventuram pelos areias para sair deste sossego alentejano. Esta semana voltei a ver a cor barrenta da água da minha banheira, embora Hermínia me afiance que era o barro dos meus tornoselos depois de aventurar num passeio pelos novos terrenos que adquiri a bom preço na vila de Veiros na cercania da barragem de Veiros. Enquanto Herminia se esforçava por me ensaboar a omoplatas com uma esponja amarela de duvidosa qualidade, senti uma tumefacção envergonhada na zona púbica, que me fez estremecer. A irrigação sanguínea só foi interrompida pelo barulho estridente de vidros a partir-se seguido de tumoltosa discussão a que Herminia atribuiu ás desavenças dum casal e pretendia regressar ás minhas costas com a esponja em riste, mas eu já tinha parado de me entusiasmar- Não gosto de desacatos na minha rua.
Igor já voltou de férias. O inventor ignora o calor do Verão e esforça-se a explicar-me as terapias da sesta alentejana. Aderi ao sacrilégio e não sei quem possa sair daqui para ir de férias.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário