terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Esta semana a minha gata começou a parir. Ao quarto gatinho, não foi difícil perceber que Tânia (batizmo á nascença) era a gatinha mais esperta da ninhada de sete. Mas regressei a casa com a dúvida de saber quão esperta Tânia seria. A dúvida entretanto desfez-se. Apetece-me concluir que a Tânia aprendeu sozinha a fazer as necessidades sobre os jornais dos amigos. Tinha lido por aí que é difícil ensinar os gatinhos e que só com técnicas de positive reinforcement e fear conditioning se lá chega, mas não foi preciso passar por esse clockwork orange doméstico. Há dois dias, em vez de cobrir de jornais os 50 ladrilhos da cozinha, cobri apenas 12. Ontem, Tânia tinha deixado 7 cagalhotos sobre os jornais e 1 de fora sobre os irmãozitos. Qual a probabilidade se este resultado ter sido fruto do acaso e não da capacidade de Tânia discriminar entre onde se pode e onde não se pode cagar? Para mim foi muito frutuoso saber que no meio de seis machos a única fêmea é precisamente a que melhor se safa. Logo à nascença não hesita em cagar em cima dos irmãos. É genético!
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